O Brasil tem quase 6 milhões de mulheres a mais que homens, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Ao longo de boa parte da historia da humanidade mulheres homens tinham papeis diferentes, as diferenças sexuais sempre foi valorizada ao longo dos séculos pelas mais diferentes culturas a mulher sempre foi associada como frágil, dependente da figura masculina.
A passagem do seculo XIX para o XX ficou marcada pelo movimento feminista, o qual ganharia voz e representatividade politica mais tarde em todo o mundo na luta pelos direitos das mulheres, mas apenas no transcorrer das décadas e 50,60,70 que o mundo assistiria mudanças fundamentais no papel social da mulher, mudanças estas significativas para os dias de hoje.
O movimento contracultural encabeçado por jovens (a exemplo do movimento Hippie) transgressores dos padrões culturais ocidentais que defendiam uma revolução e liberação sexual, quebrando tabus para o sexo feminino, não apenas em relação à sexualidade, mas também no que dizia respeito ao divórcio, o direito ao voto.
A mulher de hoje tem uma maior autonomia, liberdade de expressão, seu corpo, suas ideias e posicionamentos são “livres” a mulher do século XXI deixou de serem coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade, com novas liberdades, possibilidades e responsabilidades, dando voz ativa a seu senso crítico.
Mulheres e a Poesia
“Entre o sim e o não de uma mulher, eu não me atreveria a espetar um alfinete.”
Miguel de Cervantes
"Nós mesmos sentimos que o que estamos fazendo é apenas uma gota no oceano. Mas o oceano seria menor se faltasse essa gota." Madre Teresa
"O caminho mais rápido para mudar a sociedade é o de mobilizar as mulheres do mundo." Charles Malik
“Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda!
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego, se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça.” Erasmo Carlos
Mulheres e a Música
Muitas são as obras musicais que homenageiam, evidenciam as mulheres, suas prioridades, preferências, habilidades.Separamos algumas musicas que em suas letras falam sobre as mulheres.
- Mulher– Elba Ramalho
É um risco tentar resumir mulher, Elba Ramalho faz homenagem à sensibilidade e ao poder feminino.
- Peggy Lee - I'm A Woman
Gravada em 1963, ‘exalta os múltiplos talentos das mulheres. Peggy Lee se gaba de conseguir passar uma dúzia de camisas antes de você contar de um a nove, mas não pense que ela é apenas uma Amélia: suas capacidades também incluem sair para dançar até as 4h da manhã e transformar moleques em homens.
- Alicia Keys - Girl On Fire
Uma garota linda, poderosa e bem sucedida, que ninguém pode parar. É assim que Alicia Keys define todas as mulheres que são elas mesmas.
- Todas elas – Roupa Nova
Homenagem dos homens as muitas facetas das mulheres. Da inocência aos “super poderes”.
- Cyndi Lauper - Girls Just Wanna Have Fun
Clássico feminino,há mais de três décadas Cyndi Lauper desvendou o que as garotas querem: se divertir.
Mulheres na Educação
Pesquisas confirmam que as mulheres ultrapassaram os homens no campo da educação, e este número só tende a crescer, a pesquisa foi realizada pelo Inep e pela Secretaria Especial de políticas para as Mulheres (SPM).Hoje a participação das mulheres na educação é notável, mas nem sempre foi assim, listamos algumas mulheres que movidas pelo amor à educação destacaram-se por seu engajamento e luta por uma educação melhor em um tempo onde as mulheres não tinham espaço ou papel de destaque na educação.
Anália Franco 1853 - 1919
Educadora e escritora, exemplo de vocação bem direcionada e de completo êxito.Mais conhecida como a dama da educação, educadora e escritora estudou sobre a orientação de sua mãe também professora e se formou professora aos 15 anos.
Ela usava seus próprios métodos de ensino em suas fundações como abrigo para órfãos, creches, asilos, coloniais regeneradores e escolas maternais.
Escreveu para varias revistas da época, mas logo fundou sua própria revista onde publicou seus contos e romances.
“A verdadeira caridade não é acolher o desprotegido, mas promover-lhe a capacidade de se libertar”
Pérola Byington 1879 - 1963
Professora e defensora dos direitos femininos casou, e foi morar nos Estados Unidos e não pode voltar por causa da segunda guerra então começou a ajudar a cruz vermelha americana.
Retornou ao Brasil na década de 20 onde trabalhou ma cruz vermelha exercendo o cargo de diretora feminina.
Em 1930 fundou a Cruzada Pró Infância, voltada ao combate da mortalidade infantil criou também dispensários com serviços de clínica geral, higiene infantil, pré-natal, fisioterapia, dietética e odontologia.
Foi pioneira na criação de uma casa para abrigar mães solteiras em uma época em que eram muitos descriminados e abrigava mulheres separadas, ela defendia as mães solteiras como forma de enfrentamento de problemas sociais e defensora da educação social, projetos infantis, creches com serviços de psicologias foram implantados. Perola mobilizou uma rede de solidariedade emprestou seu nome para o antigo Hospital da cruzada.
E sem duvida a maior homenagem que Perola poderia receber é a forma como hoje em dia seu hospital é conhecido Hospital da Mulher.
Cecília Meireles 1901 - 1964
Poetiza professora, jornalista e pintora Brasileira a primeira mulher com grande expansão na literatura brasileira.
Exerceu o magistério nas escolas do Rio de Janeiro, estudou literatura, música, folclore e teoria educacional, escreveu seu primeiro livro com 18 anos de idade (Espectro, 1919) e artigos sobre o folclore na imprensa carioca, publicou vários artigos sobre o problema na educação e fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no rio de janeiro.
Realizou várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.
Foi homenageada pelo Banco Central, em 1989, com sua esfinge na cédula de cem cruzados novos.
“O vento é o mesmo, mas sua resposta é diferente em cada folha"
"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
Ruth Cardoso 1930 - 2008
Doutora em antropologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, foi pioneira no reconhecimento da emergência, na década de 1970, dos movimentos sociais que abrigavam minorias por questões de gênero, étnico-raciais ou de orientação sexual. O trabalho da antropóloga pôs em pauta a pesquisa sobre esses movimentos no meio acadêmico brasileiro. Doutorado, com a tese "Estrutura Familiar e Mobilidade Social: Estudo dos Japoneses no Estado de São Paulo". Sua vida universitária foi interrompida pelo golpe militar de 1964, que levou o casal ao exílio no Chile e na França. Durante o exílio atuou em instituições como Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso/UNESCO), Universidade do Chile (Santiago do Chile), Maison des Sciences de L'Homme (Paris), Universidade de Berkeley (Califórnia) e Universidade de Columbia (Nova York). Foi também professora da Universidade de São Paulo e diretora do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).
“As mulheres têm o papel político muito importante, e uma capacidade de espalhar e defender aquilo em que acredita”.
Emilia Ferreiro
Nasceu na Argentina em 1936. Doutorou-se na Universidade de Genebra, sob orientação do biólogo Jean Piaget, cujo trabalho de epistemologia genética ela continuou, estudando e aprofundando-se em um assunto que Piaget não explorou: a escrita.
A partir do ano de 1974, Ferreiro desenvolveu na Universidade de Buenos Aires uma série de experimentos com crianças, a qual expôs as conclusões do estudo na obra Psicogênese da Língua Escrita, juntamente com a pedagoga Ana Teberosky.
Hoje Emilia é professora titular do Centro de Investigação e Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional, da Cidade do México, onde vive.
"Ler não é decifrar, escrever não é copiar"
“Um dos maiores danos que se pode causar a uma criança é levá-la a perder a confiança na sua própria capacidade de pensar”
"Este artigo é dedicado à todas aquelas que desejam um mundo melhor, independente da sua " área" de atuação, você pode ser dona de casa,executiva,medica,educadora,faxineira ...
Você só não pode deixar de sonhar,lutar,e desejar um mundo melhor onde todos independente de gênero,classe,cor sejamos iguais!."
REFERÊNCIAS
http://www.youtube.com/
http://espacoeducar-liza.blogspot.com.br/2012/08/frases-e-citacoes-de-emilia-ferreiro.html
http://educacao.uol.com.br/biografias/ruth-cardoso.jhtm
http://saibahistoria.blogspot.com.br/2007/12/um-pouco-da-vida-de-anlia-franco.html
http://revistaeducacao.uol.com.br/
http://www.brasilescola.com/historia/grandesmulheres.htm
http://www.pedagogia.com.br/biografia/emilia_ferreiro.php
http://portal.inep.gov.br/acervo-pesquisa-educacao-mulher/-/asset_publisher/qSJ7/content/acervo-educacao-mulher
http://saibahistoria.blogspot.com.br/2007/12/um-pouco-da-vida-de-anlia-franco.html
https://www.google.com.br/





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